Como pode um animal a qual nos humanos julgamos ser irracional e ate mesmo inferior saber mais do que nos mesmos sobre nossos sentimentos, pensamentos e ações? Pois bem, no caminho do principezinho, surge a raposa. Ela lhe ensina um segredo esquecido: cativar é criar laços, tornar alguém único no mundo. Quando somos cativados, já não vemos o outro como qualquer um. Ele passa a ser essencial, e sua ausência nos entristece tanto quanto sua presença nos alegra. A raposa mostra que o coração reconhece passos, cores e lembranças, transformando a monotonia em alegria. Ensina também que cativar exige tempo, paciência e rituais. É na repetição dos encontros, na espera silenciosa, que nasce a amizade verdadeira. Ela revela ainda que o essencial não está diante dos olhos, mas escondido no coração. E lembra: quando cativamos alguém, tornamo-nos responsáveis por esse laço, pois o cuidado é parte do amor. Assim, o principezinho descobre que o valor das coisas não está na pressa dos homens, mas no tempo dedicado, na atenção e no carinho oferecido àqueles que amamos. Após esta conversa, o principezinho lembra-se de sua bela Rosa, a raposa lhe mostra que poderia haver mais de mil rosas como ela no mundo entretanto, nenhuma haveria de ser como a Rosa a qual ele havia cativado.
A raposa que conhecia os segredos do coração
Palavras da raposa que martelam o coração
"Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro".
"Cativar significa criar laços. É uma coisa muito esquecida".
"O essencial é invisível aos olhos".
"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração".
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
"Por favor... cativa-me".